Abertura e fechamento de bares, restaurantes, bufês e casas noturnas é fato corriqueiro em Belo Horizonte. Segundo levantamento da Abrasel-MG, a expectativa de vida dos estabelecimentos de alimentação fora do lar não passa de dois anos. O mercado seleciona os que ficam, outros fecham as portas e novas opções aparecem, cumprindo-se assim o ciclo de vida normal de um setor que conta com quase 20 mil estabelecimentos em atividade na capital mineira.

Indicativo de um período de crise aguda, porém, é quando empresas tradicionais, com a solidez de várias gerações de administradores, literalmente entregam os pontos. Bendita Gula, Café La Place, Villa Roberti, Ambrósio’s Grill, Bistrô Flores, Cantinho da Roça e Livraria e Cafeteria Status são alguns exemplos de perdas gastronômicas recentes em BH. Como se pode ver, a crise no ramo não escolhe nome, bairro, nem dá importância para a tradição.

Contenção de gastos e consequente redução no consumo pode explicar a queda de 65% no faturamento do Alambique – um dos motivos do seu fechamento – na última semana de julho. Antes disso, os proprietários ainda tentaram adaptar o modelo de negócio ao cenário econômico adverso. Foram implementadas ações de enxugamento, tais como redução da equipe de funcionários, que chegou a ser de 140, para não mais de 40. Mas não deu. Com 27 anos de atividade, o Alambique se tornou referência para quem gosta de balada com música sertaneja, comida e bebida boa. Agora, despede-se dos belo-horizontinos, prometendo voltar repaginado em 2018, com uma nova proposta comercial. Torcemos para que a parada seja realmente provisória e que um Novo Alambique renasça ano que vem, com fôlego novo, para abrigar os amantes da marvada.

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