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A DIMENSÃO SOCIAL DAS CAFETERIAS

A história nos mostra que as cafeterias sempre foram espaços de múltiplas funcionalidades. Casas de café austríacas, francesas, italianas, árabes e alemãs são referências de um estilo de vida que se perpetuou através dos tempos.

Carregam uma dimensão cultural de tal relevância, que permitem sua inclusão no rol de atrativos turísticos locais. Para ficar só no exemplo francês, o apelo de conhecer o lugar onde Simone de Beauvoir e Sartre mantinham encontros fortuitos (Café de Flore) ou que Guy de Maupassant e Emile Zola rascunhavam seus escritos (Café de La Paix) faz das duas cafeterias paradas obrigatórias para turistas do mundo todo.

Ao longo dos anos, a noção de acolhimento e inserção social que as cafeterias proporcionam aos seus clientes parece sobressair-se ao próprio hábito de consumo da bebida.

De fato, ir a uma cafeteria sempre foi muito mais que tomar um cafezinho. Os cafés são lugares em que se pode trabalhar, ler um livro, bater papo, matar a fome, ouvir música e – até – tomar um bom café.

Pesquisadores contemporâneos incluem os cafés nos ambientes denominados “terceiro espaço”, diferenciando-os dos dois espaços de convivência compulsória.

O “primeiro espaço” seria a casa e o “segundo espaço”, o trabalho – locais onde as pessoas passam a maior parte de seu tempo. O “terceiro espaço” engloba locais de vida comunitária, escolhidos espontaneamente. São lugares amigáveis, informais, confortáveis e de baixo custo, além de estabelecerem um senso de pertencimento comunitário e de fortalecerem vínculos interpessoais.

A ida a um “terceiro espaço” é grande motivação para o consumo e o Brasil está despertando para este nicho. Minas Gerais, em especial – por ser o maior produtor brasileiro de café e ter grãos de qualidade reconhecida mundialmente – tem tudo para tornar suas cafeterias importantes polos de divulgação do produto.

Em Minas, é possível desfrutar da convivência social proporcionada pelas cafeterias, sem descuidar do prazer de apreciar uma boa bebida. Isto sem falar nas quitandas – uma das expressões mais genuínas da gastronomia local – acompanhamentos ideais para a excelência do café mineiro coado na hora.

Aconchegantes, modernas, simples, sofisticadas, famosas, pouco visitadas ou bem disputadas: cafeterias podem até ter estas diferenças, mas no geral são ambientes especiais e, fundamentalmente, inspiradores.

Abaixo, 10 cafeterias que nos inspiram em BH (#semjabá):

  1. Café com Letras
  2. Kahlúa
  3. Armazém Roça Grande
  4. Academia do Café
  5. Chá Comigo
  6. Intelligenza
  7. Oop Café
  8. Mind the Coffee
  9. Café Juarez
  10. Cafeteria da Fazenda

 

 

 

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